"Equipamento que dura 3 anos está bom" O que esse pensamento está fazendo com as obras e com quem usa elas
Certa vez, durante uma negociação, um cliente nos disse algo que resume um problema crescente no setor: "Não precisa ser o melhor. Só precisa funcionar por 3 anos, que é o tempo que vou estar nessa função." Não era descuido. Era uma decisão consciente. Ele não queria qualidade. Queria que o problema não fosse dele. O que está por trás dessa lógica? Esse pensamento não é isolado. Ele reflete uma cultura que se instalou em parte do mercado de construção e infraestrutura: a cultura da entrega, não da solução. A lógica funciona assim: a construtora entrega a obra. O equipamento está funcionando no dia da entrega. O contrato está cumprido. O que acontece depois de 2, 3, 5 anos.. não é problema de quem construiu. Para quem pensa dessa forma, qualidade é custo desnecessário. Especificação técnica é perda de tempo. E o cliente final, seja uma prefeitura, uma concessionária de saneamento ou uma comunidade inteira, fica com o problema que ninguém quis assumir. Quem paga a conta?...